Alstroeméria (Alstroemeria aurea)
Também conhecida como: astromélia, lírio-dos-incas, lírio-peruano
A alstroeméria Alstroemeria aurea é uma planta perene dos Andes do Chile e da Argentina, de hastes eretas com cerca de 1 metro e cachos de flores amarelas a laranja, riscadas de vermelho-escuro nas pétalas de cima. É uma das espécies mais resistentes ao frio do gênero e uma boa escolha para jardins de clima ameno a frio. No jardim, forma touceiras que se espalham por raízes subterrâneas. É segura para cães e gatos, mas a seiva pode causar alergia de pele.
Resumo rápido
- LuzSol pleno ou meia-sombra, em lugar abrigado do vento.
- Temperatura idealClima ameno a frio; aguenta geadas leves, cerca de −5 °C, sem dano.
- RegaSolo úmido, mas que drene bem; regue quando os primeiros 3 cm secarem.
- CrescimentoModerado: a touceira leva de 2 a 5 anos para ficar cheia.
- ManutençãoBaixa: arrancar as hastes secas e controlar o espalhamento.
- PetsSegura para cães, gatos e cavalos (ASPCA); a seiva irrita a pele humana.
Ficha
- Nome científico
- Alstroemeria aurea Graham
- Nomes populares
- astromélia, lírio-dos-incas, lírio-peruano
- Família
- Alstroemeriaceae
- Origem
- Chile central e sul e sul da Argentina
- Tipo
- Herbácea perene
- Luz
- Sol pleno
- Rega
- Quando o topo secar
- Porte em cultivo
- 0,5–1 m
- Geada
- Tolera
Necessidades
- Luz Sol pleno 3/3
- Água Quando o topo secar 2/3
- Calor 10–24 °C 1/3
- Umidade Ar seco ok 1/3
- Crescimento Moderado 2/3
- Manutenção Baixa 1/3
De onde vem
Segundo o POWO, do Jardim Botânico de Kew, a Alstroemeria aurea é nativa do centro e do sul do Chile e do sul da Argentina. É um geófito, ou seja, uma planta que guarda reservas embaixo da terra, em rizomas e raízes tuberosas, e vive principalmente em clima temperado. O nome foi publicado pelo botânico escocês Robert Graham em 1833. Em muitos livros e viveiros ela ainda aparece como Alstroemeria aurantiaca, hoje considerado sinônimo.
Pertence à família Alstroemeriaceae, e não à dos lírios verdadeiros, apesar dos apelidos "lírio-peruano" e "lírio-dos-incas". Levada para jardins de outros continentes, escapou do cultivo e se naturalizou na Grã-Bretanha, na França, nas Canárias, na Nova Zelândia e no sudeste da Austrália (Victoria e Tasmânia).
Como reconhecer
- Porte: touceira de hastes eretas de 0,5 a 1 m, arroxeadas na base e cheias de folhas na parte de cima.
- Folhas: estreitas, de lineares a lanceoladas, com 6 a 13 cm, muitas nervuras paralelas e o verso levemente acinzentado. O pecíolo é curto e torcido.
- Flores: em umbelas no alto da haste, cada flor com cerca de 5 cm de comprimento e seis tépalas soltas, de amarelo-vivo a laranja-escuro. As duas tépalas internas de cima são mais estreitas e marcadas com estrias e pintas vermelho-escuras a quase pretas. As externas são mais largas, com a ponta esverdeada.
- Fruto: cápsula de uns 2 cm, com seis costelas.
- Raízes: rizomas finos e raízes carnudas, muito quebradiças.
Floresce da primavera ao verão. Há seleções de jardim, como 'Orange King', de flores laranja grandes e que quase não produz sementes, e 'Lutea', amarela. As alstroemérias vendidas em buquê costumam ser híbridos de várias espécies, com cores do branco ao roxo.
Cuidados
Luz
Plante em sol pleno ou meia-sombra, em local abrigado do vento forte, que quebra as hastes. Com sombra demais, a planta faz muita folha e pouca flor.
Rega
Gosta de solo úmido, mas nunca encharcado. Regue quando os primeiros 2 a 3 cm da terra secarem, com mais frequência na época de flores e em períodos secos. Falta de água amarela as folhas; excesso apodrece as raízes.
Substrato e vaso
No canteiro, prefere terra fértil, rica em matéria orgânica e bem drenada; aceita solo ácido, neutro ou alcalino. Em vaso, use um recipiente fundo, com furo, e substrato para flores misturado com areia grossa ou perlita. Na hora de plantar, abra as raízes em forma de dedos sobre um pequeno monte de terra e cubra.
Temperatura e umidade
É uma planta de clima temperado: vai bem entre 10 e 24 °C e aguenta geadas leves, de cerca de −5 °C, sem dano. A Royal Horticultural Society a classifica como resistente a invernos de −10 a −5 °C. Nos dois primeiros invernos, cubra o solo com palha seca ou folhas para proteger as raízes. Não exige ar úmido.
Adubação
Em solo fértil precisa de pouco. Uma camada de composto na primavera costuma bastar; em vaso, use adubo líquido para flores uma vez por mês durante o crescimento.
Poda
Quando uma haste termina de florir, puxe-a inteira pela base, em vez de cortar, deixando as raízes no lugar. Isso mantém a touceira limpa e estimula hastes novas. Use luvas.
Propagação
Divida a touceira no outono ou no começo da primavera, com cuidado, porque as raízes quebram fácil e a planta não gosta de ser mexida. Também se multiplica por sementes. Mudas novas devem ficar quietas para formar touceira.
Problemas comuns
Não floresce
As causas mais comuns são sombra demais, planta recém-dividida ou transplantada e touceira ainda jovem. A A. aurea leva de 2 a 5 anos para ficar madura; deixe-a quieta e em local mais iluminado.
Folhas amarelas
Folhas amarelando na época de crescimento costumam indicar falta de água. Se a terra estiver sempre molhada e a base das hastes amolecer, o problema é o oposto: encharcamento e podridão de raiz. Hastes que já floriram também amarelam naturalmente; é só puxá-las.
Folhas manchadas ou deformadas
Mosaico amarelado e folhas retorcidas podem ser vírus. Não há cura: retire e descarte a planta afetada, sem colocá-la na compostagem.
Pragas
Lesmas e caracóis comem os brotos novos. Pulgões, ácaros e moscas-brancas aparecem às vezes, geralmente em plantas estressadas por rega errada.
Está se espalhando demais
Em solo bom, os rizomas avançam e formam colônias grandes. Plante longe de canteiros delicados ou em vasos fundos. Na Austrália, algumas formas se naturalizaram e se tornaram daninhas; não descarte restos de raízes na natureza.
Segurança: pets e pessoas
Seguro para pets segundo ASPCA
A ASPCA lista a alstroeméria (gênero Alstroemeria) como atóxica para cães, gatos e cavalos. Mesmo assim, comer plantas pode causar mal-estar leve em animais sensíveis.
Para pessoas, o risco é na pele. A seiva contém tuliposídeo A, que se transforma em tulipalina A, uma substância que causa dermatite alérgica de contato. O problema é documentado principalmente em floristas, com rachaduras e descamação nas pontas dos dedos, e a Royal Horticultural Society classifica a A. aurea como alergênica para a pele. Luvas de vinil não protegem, porque o composto as atravessa; luvas de nitrilo são as indicadas. Para quem lida com a planta de vez em quando, o risco é baixo, mas vale lavar as mãos depois.
Curiosidade
O gênero homenageia o naturalista sueco Clas Alströmer, amigo de Lineu. O epíteto aurea significa "dourada", em referência às flores amarelas.
Perguntas frequentes
Alstroeméria é venenosa para gatos?
Não. A ASPCA classifica as alstroemérias como não tóxicas para gatos, cães e cavalos. O cuidado é com a pele humana, por causa da seiva alergênica.
Por que minha alstroeméria não dá flor?
Geralmente por falta de sol, por ter sido dividida ou mudada de lugar há pouco tempo, ou por ser uma touceira ainda jovem. Dê mais luz e deixe a planta quieta por uma ou duas estações.
Alstroeméria aguenta geada?
A A. aurea é uma das mais resistentes do gênero e aguenta geadas leves. Nos primeiros invernos, cubra o solo com palha seca para proteger as raízes.
Posso plantar a alstroeméria do buquê?
Haste cortada não enraíza. Para ter a planta, compre uma muda ou uma divisão de touceira com raízes.
Fontes
- POWO · conferida em 20 de outubro de 2026
- ASPCA · conferida em 20 de outubro de 2026
- RHS · conferida em 20 de outubro de 2026
- NC State Extension · conferida em 20 de outubro de 2026
- Flora of New Zealand (Landcare Research) · conferida em 20 de outubro de 2026
- Royal Botanic Gardens Victoria (HortFlora) · conferida em 20 de outubro de 2026
- Int J Crit Illn Inj Sci (PMC) · conferida em 20 de outubro de 2026
Ficha revisada em 20 de outubro de 2026 · Como produzimos as fichas



