Lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisii)
Também conhecida como: bandeira-branca, espatifilo
O lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisii) é a planta de folhas verde-escuras e brilhantes que solta, acima da folhagem, flores brancas em forma de vela. Apesar do nome, não é um lírio: é uma arácea, parente do antúrio, nativa das florestas úmidas da Colômbia e da Venezuela. Ela se adapta bem a ambientes internos com luz indireta, floresce com facilidade e mostra quando falta água. O cuidado principal é com pets, porque a planta tem cristais irritantes.
Resumo rápido
- LuzLuz indireta clara, sem sol direto; tolera sombra, mas floresce menos.
- Temperatura idealA RHS indica mínima de 10 a 15 °C; frio prolongado e geada danificam a planta.
- RegaMantenha o substrato úmido, sem encharcar; regue quando a camada de cima secar.
- CrescimentoModerado; forma touceira compacta com o tempo.
- ManutençãoBaixa: retire flores velhas, limpe as folhas e divida quando ficar apertada.
- PetsTóxico para cães e gatos: o oxalato de cálcio causa ardência na boca e vômito.
Ficha
- Nome científico
- Spathiphyllum wallisii Regel
- Nomes populares
- bandeira-branca, espatifilo
- Família
- Araceae
- Origem
- Colômbia e Venezuela
- Tipo
- Herbácea perene
- Luz
- Luz indireta
- Rega
- Quando o topo secar
- Porte em cultivo
- 0,2–0,5 m
- Geada
- Não tolera (mín. 10 °C)
Necessidades
- Luz Luz indireta 2/3
- Água Quando o topo secar 2/3
- Calor Tropical 3/3
- Umidade Média 2/3
- Crescimento Moderado 2/3
- Manutenção Baixa 1/3
De onde vem
Segundo o catálogo do Jardim Botânico de Kew (POWO), o Spathiphyllum wallisii é nativo da Colômbia e da Venezuela, onde cresce no bioma tropical úmido. Foi descrito pelo botânico Eduard Regel em 1877, na revista alemã Gartenflora. O POWO também registra populações introduzidas em Cuba, na República Dominicana, em Porto Rico, em Honduras e no sudoeste do México, entre outros lugares.
A ESALQ/USP o descreve como uma erva perene, com rizoma e sem caule aparente, de 20 a 30 cm de altura. O gênero tem cerca de 60 espécies, e muitas plantas vendidas como lírio-da-paz são cultivares e híbridos. Alguns ficam bem maiores que a espécie: a 'Sensation' chega a cerca de 1,8 m, enquanto a 'Little Angel' fica entre 30 e 38 cm, segundo a extensão da Universidade da Flórida.
Como reconhecer
- Folhas: eretas, lanceoladas, verde-escuras, brilhantes e de textura firme, com a nervura central bem marcada. Saem em roseta direto do substrato, presas a pecíolos longos.
- Flor: o que parece uma pétala é a espata, uma folha modificada branca e oval, de até 15 cm, que envolve uma espádice fina e creme, onde ficam as flores verdadeiras, minúsculas.
- Mudança de cor: com o tempo, a espata branca fica verde-clara. É o envelhecimento normal da inflorescência.
- Porte: a espécie forma touceiras baixas, de 20 a 50 cm. Híbridos comerciais podem ser bem maiores.
Há cultivares variegadas, como a 'Domino', com folhas salpicadas de branco.
Cuidados
Luz
Dê luz clara, mas indireta. A extensão da Universidade da Flórida (UF/IFAS) avisa que sol direto queima as folhas e faz a planta definhar. Ela tolera sombra bem, mas a RHS observa que, em sombra profunda, a floração pode ser prejudicada.
Rega
Mantenha o substrato úmido, mas não encharcado, deixando a camada de cima secar entre uma rega e outra. Regar por baixo, deixando o vaso num prato com água por alguns minutos e depois escorrendo, funciona bem. Quando falta água, as folhas murcham e caem; elas costumam se recuperar após a rega, mas murchas repetidas enfraquecem a planta.
Substrato e vaso
Use substrato rico em matéria orgânica, levemente ácido e que drene bem. O vaso precisa de furo. Quando as raízes tomarem o vaso, divida a planta ou passe para um recipiente um pouco maior.
Temperatura e umidade
A RHS classifica a planta como necessitada de mínima entre 10 e 15 °C. A NC State alerta que longos períodos abaixo de 4 °C danificam folhas, caules e raízes, e a UF/IFAS registra dano já perto de 2 °C. Geada a mata. Ar muito seco é uma das causas de pontas marrons, então em ambientes com ar-condicionado vale aumentar a umidade.
Adubação
Use adubo líquido equilibrado na primavera e no verão, na dose e na frequência do rótulo. A planta não tolera sal: excesso de adubo queima as pontas das folhas.
Poda
Não precisa de poda. Corte as hastes das flores que ficaram verdes ou secas rente à base e retire folhas velhas. Passe um pano úmido nas folhas para tirar a poeira.
Propagação
Por divisão: a RHS recomenda fazer no inverno ou logo depois da floração. Tire a planta do vaso, separe a touceira em partes com folhas e raízes e replante cada uma.
Problemas comuns
Não floresce
A causa mais comum é luz fraca demais. Segundo a UF/IFAS, a planta forma flores em resposta a dias curtos, noites longas e temperaturas mais baixas, por isso floresce mais em certas épocas. Leve para um ponto mais claro, sem sol direto, e tenha paciência.
Pontas marrons
A NC State aponta três causas: sol direto, falta de água e umidade baixa. Excesso de adubo e sal também queimam as pontas.
Folhas murchas
Com substrato seco, é sede: regue bem. Com substrato encharcado, pode ser podridão das raízes; nesse caso, deixe secar e confira as raízes.
Folhas amarelas
Folhas velhas amarelando de vez em quando são normais. Muitas ao mesmo tempo indicam rega irregular, encharcamento ou sol forte.
Flores verdes
A espata branca fica verde-clara à medida que envelhece. Não é doença; basta cortar a haste.
Pragas
A cochonilha-farinhenta é a praga mais comum dentro de casa, segundo a NC State. Limpe com algodão e álcool e, se persistir, use sabão inseticida.
Segurança: pets e crianças
Tóxica para pets segundo ASPCA (página do gênero Spathiphyllum); NC State Extension (cavalos)
A ASPCA classifica o gênero Spathiphyllum como tóxico para cães e gatos. As folhas têm cristais insolúveis de oxalato de cálcio, que causam irritação e ardência intensa na boca, na língua e nos lábios, salivação excessiva, vômito e dificuldade para engolir. A NC State também lista a planta como problema para cavalos e crianças.
A RHS a descreve como nociva se ingerida e irritante para pele e olhos. Use luvas ao dividir a planta e mantenha o vaso fora do alcance de crianças pequenas e de animais que mastigam folhas. Em caso de ingestão, procure o veterinário ou um centro de informação toxicológica. Apesar do nome, ela não é um lírio verdadeiro (Lilium).
Perguntas frequentes
Por que meu lírio-da-paz não dá flor?
Geralmente falta luz. Coloque perto de uma janela clara, sem sol direto. A planta também floresce mais com dias curtos e temperaturas um pouco mais baixas.
Lírio-da-paz pode ficar no sol?
Não. Sol direto queima as folhas. O ideal é luz indireta clara.
O lírio-da-paz é venenoso para gatos?
Sim. Segundo a ASPCA, é tóxico para gatos e cães por causa do oxalato de cálcio, que causa ardência na boca, baba, vômito e dificuldade para engolir.
Por que as pontas das folhas estão marrons?
As causas mais comuns são falta de água, ar seco, sol direto e excesso de adubo.
Por que a flor branca ficou verde?
É o envelhecimento normal da espata. Corte a haste rente à base quando ela ficar feia.
Fontes
- POWO · conferida em 25 de outubro de 2026
- ASPCA · conferida em 25 de outubro de 2026
- RHS · conferida em 25 de outubro de 2026
- NC State Extension · conferida em 25 de outubro de 2026
- UF/IFAS Extension Charlotte County · conferida em 25 de outubro de 2026
- ESALQ/USP · conferida em 25 de outubro de 2026
Ficha revisada em 25 de outubro de 2026 · Como produzimos as fichas



