Filodendro (Philodendron hederaceum)

Também conhecida como: filodendro-brasil

O filodendro (Philodendron hederaceum) é a trepadeira de folhas em forma de coração que cai de vasos suspensos e sobe por tutores em tantas casas. Nativo das florestas do México, da América Central, do Caribe e da América do Sul, incluindo o Brasil, ele cresce rápido, aceita luz moderada e pede pouca manutenção. A versão variegada mais vendida é o filodendro-brasil. Como outras aráceas, tem oxalato de cálcio e é tóxico para cães, gatos e cavalos.

Resumo rápido

  • LuzLuz indireta clara a moderada; tolera sombra. Sol direto queima as folhas.
  • Temperatura idealGosta do mesmo calor que nós; abaixo de 10 °C já é frio demais.
  • RegaRegue quando os 2 a 3 cm de cima secarem; nunca deixe encharcar.
  • CrescimentoRápido: ramos longos em poucos meses na estação quente.
  • ManutençãoBaixa: podas de ponta e troca de vaso a cada 2 ou 3 anos.
  • PetsTóxico para cães, gatos e cavalos: oxalato de cálcio irrita a boca.

Ficha

Nome científico
Philodendron hederaceum (Jacq.) Schott
Nomes populares
filodendro-brasil
Família
Araceae
Origem
México ao Brasil e Caribe
Tipo
Trepadeira
Luz
Luz indireta
Rega
Quando o topo secar
Porte em cultivo
0,1–2,5 m
Geada
Não tolera (mín. 10 °C)

Necessidades

  • Luz Luz indireta 2/3
  • Água Quando o topo secar 2/3
  • Calor Tropical 3/3
  • Umidade Média 2/3
  • Crescimento Rápido 3/3
  • Manutenção Baixa 1/3
Tóxica para pets segundo ASPCA

De onde vem

Segundo o catálogo de Kew (POWO), o Philodendron hederaceum tem uma das maiores distribuições do gênero: vai do centro e sul do México, por toda a América Central, até Cuba, Jamaica, República Dominicana, Porto Rico, ilhas Cayman, Pequenas Antilhas e Trinidad, e na América do Sul aparece na Colômbia, Venezuela, Suriname, Equador, Peru, Bolívia e Brasil (Norte, Nordeste, Sudeste e Sul). Foi descrito como Arum hederaceum por Jacquin em 1760 e transferido para Philodendron por Schott em 1829.

É uma arácea, parente da costela-de-adão e do antúrio. Na natureza vive como epífita, subindo em troncos com raízes aéreas. Nomes antigos como Philodendron scandens e P. oxycardium ainda aparecem em etiquetas; hoje o POWO os trata como sinônimos de variedades da espécie (var. hederaceum e var. oxycardium). A forma aveludada vendida como 'Micans' também pertence a esta espécie.

Como reconhecer

  • Folhas: em forma de coração, alternadas, de borda lisa e ponta afilada, verdes e brilhantes por cima. Em vaso medem de 5 a 15 cm; subindo em suporte, ficam bem maiores.
  • Folha nova: sai bronzeada e fica verde em poucos dias, protegida por uma estípula estreita que seca e cai.
  • Caules: finos, lisos e verdes, com raízes aéreas nos nós.
  • Flor: uma espata pequena esverdeada envolvendo a espádice; quase nunca aparece dentro de casa.

Cultivares comuns: 'Brasil', com listra central amarela ou verde-limão (instável, pode voltar a ser toda verde); 'Lemon Lime', toda verde-limão; 'Rio' e 'Silver Stripe', com faixas prateadas e creme. Confunde-se com a jiboia (Epipremnum aureum). Um bom sinal do filodendro, descrito pela NC State, é a folha nova sair envolvida por uma estípula estreita que depois seca e cai.

Cuidados

Luz

O ideal é luz clara e difusa, perto de uma janela mas sem sol direto, que queima as folhas. A NC State e a UF/IFAS destacam que ele tolera ambientes de pouca luz e até sombra, mas aí cresce mais devagar e com folhas espaçadas. As variegadas precisam de mais claridade para manter as listras.

Rega

A UF/IFAS recomenda regar quando os primeiros 2 a 3 cm do substrato estiverem secos; a RHS também pede que a superfície seque entre regas e alerta contra o encharcamento. No inverno, regue menos. Substrato sempre molhado causa podridão de raízes.

Substrato e vaso

Use substrato leve e bem drenado, que retenha alguma umidade, como terra para vasos com casca de pinus e perlita. Vaso com furo é obrigatório. A RHS sugere trocar de vaso a cada 2 ou 3 anos.

Temperatura e umidade

Ele gosta das mesmas temperaturas que as pessoas; abaixo de 10 °C já é frio demais, segundo a UF/IFAS. Não tolera geada: ao ar livre só vai bem em clima tropical. Prefere ar úmido, mas aceita a umidade baixa de uma casa comum.

Adubação

A RHS indica adubo líquido para plantas de interior uma vez por mês, da primavera ao fim do verão; a UF/IFAS considera suficiente a cada 3 ou 4 meses. Excesso de adubo deixa as pontas marrons e enroladas.

Poda

Não é obrigatória, mas cortar as pontas dos ramos deixa a planta mais cheia. Use luvas, porque a seiva pode irritar a pele. Os pedaços cortados viram mudas.

Propagação

É das plantas mais fáceis de multiplicar: corte pedaços de caule com um ou dois nós e coloque em água ou direto em substrato úmido. As raízes saem em poucas semanas.

Problemas comuns

Folhas amarelas

A UF/IFAS liga o amarelecimento a excesso de água ou falta de luz. Deixe o substrato secar mais entre as regas e aproxime a planta da janela.

Pontas marrons e enroladas

Costumam indicar excesso de adubo. Lave o substrato com bastante água e espace as adubações.

Ramos compridos e com poucas folhas

Sinal de pouca luz. Pode as pontas e leve para um lugar mais claro; as estacas podem ser replantadas no mesmo vaso para encher.

Variegada ficando verde

No 'Brasil', a listra é instável. Corte os ramos que voltaram a ser todo verdes e dê mais luz.

Pragas

Pulgões, cochonilhas, cochonilhas-farinhentas, ácaros e tripes podem aparecer. Limpe as folhas, isole a planta e use sabão inseticida próprio para plantas se continuar.

Segurança: pets e crianças

Tóxica para pets segundo ASPCA

A ASPCA classifica o filodendro como tóxico para cães, gatos e cavalos. Ele contém cristais insolúveis de oxalato de cálcio, que causam irritação, dor e inchaço na boca, na língua e nos lábios, salivação excessiva, vômito (exceto em cavalos) e dificuldade para engolir.

Em pessoas, a NC State aponta baixa severidade, com irritação da boca e dermatite de contato; a UF/IFAS cita uma coceira leve na pele causada pela seiva, e a RHS o considera prejudicial se ingerido e irritante para pele e olhos. Use luvas ao podar e pendure o vaso fora do alcance de crianças pequenas e animais.

Perguntas frequentes

Filodendro é venenoso para gatos e cães?

Sim. A ASPCA o classifica como tóxico para cães, gatos e cavalos por causa do oxalato de cálcio, que irrita a boca e causa baba e vômito.

Filodendro gosta de sol?

Não de sol direto, que queima as folhas. Prefere luz clara e difusa e tolera ambientes com pouca luz.

Como fazer muda de filodendro na água?

Corte um pedaço de ramo com um ou dois nós, tire as folhas de baixo e deixe os nós submersos em água limpa. Plante quando as raízes tiverem alguns centímetros.

Qual a diferença entre filodendro e jiboia?

No filodendro, as folhas têm forma de coração bem marcada e cada folha nova sai envolvida por uma estípula estreita que depois seca e cai, como descreve a NC State. Observar a ponta de crescimento ajuda a separar as duas.

Por que as folhas do meu filodendro estão amarelando?

As causas mais comuns são excesso de água e falta de luz. Espere secar a superfície do substrato antes de regar e leve a planta para um lugar mais claro.

Fontes

  1. POWO · conferida em 25 de outubro de 2026
  2. ASPCA · conferida em 25 de outubro de 2026
  3. NC State Extension · conferida em 25 de outubro de 2026
  4. UF/IFAS · conferida em 25 de outubro de 2026
  5. RHS · conferida em 25 de outubro de 2026

Ficha revisada em 25 de outubro de 2026 · Como produzimos as fichas